domingo, 19 de janeiro de 2014

Percepção da solidão

Uma mulher entra no cinema, sozinha. Acomoda-se na última fila. Desliga o celular e espera o início do filme. Enquanto isso, outra mulher entra na mesma sala e se acomoda na quinta fila, sozinha também. O filme começa.

Charada: qual das duas está mais sozinha?

Só uma delas está realmente sozinha: a que não tem um amor, a que não está com a vida preenchida de afetos. Já a outra foi ao cinema sozinha, mas não está só, mesmo numa situação idêntica a da outra mulher. Ela tem uma família, ela tem alguém, ela tem um álibi.

Muitas mulheres já viveram isso - e homens também. Você viaja sozinha, almoça sozinha em restaurantes, mas não se sente só porque é apenas uma contingência do momento - há alguém a sua espera em casa. Esta retaguarda alivia a sensação de solidão. Você está sozinha, não é sozinha.

Então de repente você perde seu amor e sua sensação de solidão muda completamente. Você pode continuar fazendo tudo o que fazia antes - sozinha - mas agora a solidão pesará como nunca pesou. Agora ela não é mais uma opção, é um fardo.

Isso não é nenhuma raridade, acontece às pencas. Nossa percepção de solidão infelizmente ainda depende do nosso status social. Se você tem alguém, você encara a vida sem preconceitos, você expõe-se sem se preocupar com o que pensam os outros, você lida com sua solidão com maturidade e bom humor. No entanto, se você carrega o estigma de solitária, sua solidão triplicará de tamanho, ela não será algo fácil de levar, como uma bolsa. Ela será uma cruz de chumbo. É como se todos pudessem enxergar as ausências que você carrega, como se todos apontassem em sua direção: ela está sozinha no cinema por falta de companhia! Por que ninguém aponta para a outra, que está igualmente sozinha?

Porque ninguém está, de fato, apontando para nenhuma das duas. Quem aponta somos nós mesmos, para nosso próprio umbigo. Somos nós que nos cobramos, somos nós que nos julgamos. Ninguém está sozinho quando curte a própria companhia, porém somos reféns das convenções, e quando estamos sós, nossa solidão parece piscar uma luz vermelha chamando a atenção de todos. Relaxe. A solidão é invisível. Só é percebida por dentro.
Martha Medeiros

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A burrice chamada amor


 Amor a gente não escolhe, mesmo se a pessoa te da esperanças ou não você não tem culpa de amar essa pessoa, sim tentar desapegar, mais não é fácil, se você é apaixonada não é culpa sua é o amor que faz isso, quando amamos nos privamos de certas coisas mesmo sabendo que não temos chances, não se chama burrice e sim se chama amor.

Desenvolva o texto da sua vida




“Não use agenda, ela trata de compromissos, use um livro em branco, pois se trata de escrever sonhos.

Olhe bem e curta a página em branco, é a chance que você tem de criar e escrever seu destino.
Escreva sua vida como você a quer, capítulo a capítulo, parágrafo por paragrafo, frase por frase, linha a linha, palavra por palavra, letra por letra.
Curta cada palavra, mas as meça também para não magoar as pessoas. Meu pai dizia: “ se não tens nada de bom para falar de alguém, não fale, guarde para ti.
Faça sempre uma revisão nos seus atos. Errar faz parte do caminho, aprenda com eles.
Grife tudo o que for importante e não apague o que não for para lembrar-se sempre como evoluíste.

Aprenda a ler nas entrelinhas, tem muita informação nas vírgulas da vida. Os sinais nos dão dicas incríveis para ir adiante.
Estabeleça parágrafos na sua vida. Onde começa algo e onde termina.
Personagens vão parecer na sua história, outros vão sair dela. Dedique a cada um a quantidade de palavras merecidas.
Vire a página sempre quando for necessário, e continue a escrever.
Lembre-se que a capa é a imagem de todos os seus desejos e sonhos. Ficará linda!

Se não quiser editar e publicar, tudo bem! É a história da sua vida. Só peço que leia e releia todas as noites para lembrar como você foi feliz e que a sua história é você quem faz.”